A tout l`heure, France! – 20 de Dezembro de 2012

Este era o dia em nos despedíamos da pátria da Marselhesa rumo à terra das castanholas. Logo quando nos arrumamos, fomos finalmente visitar a lojinha de nossos anfitriões. Possuíam expostos bonequinhos destes personagens típicos da Provença, como pastores, camponeses e ciganos, assim como presépios. Não somente tinham os presépios provençais para venda, como também alguns para decoração de várias partes do mundo, coletados por Thomas em suas viagens. Além disso tinham produtos, como vinho e mel. Compramos uns vidros de mel deliciosos, com destaque para um de lavanda.

Antes de seguir o caminho, íamos dar um pulo em Orange para visitar as ruínas de seu anfiteatro romano, que é o único do antigo mundo romano que teve seu muro de fundo preservado, pois na maioria dos lugares as pedras das paredes eram saqueadas para aproveitar em outras construções, restando, em geral, somente os assentos. Neste caso, como o grande diferencial são as paredes, os assentos foram cobertos para criar um teatro moderno, tendo o palco um cenário clássico. Na verdade, nem chegamos a entrar no anfiteatro, pois era pago. Como Thomas nos havia acompanhado, nos mostrou um caminho por um parque que sobe uma colina localizada bem atrás das ruínas. Daí temos uma visão privilegiada do alto e bem próxima.

Outra relíquia da cidade é o arco do triunfo, também tido como dos mais bem preservados do mundo. Ele está todo decorado com motivos egípcios, fazendo alusão a vitórias romanas contra este povo. Juntamente com o anfiteatro, são parte de todo um complexo urbano instalado pelos romanos nesta região, que tinham nesta cidade (à época chamada Arausio) uma base do império bastante desenvolvida. Mais tarde com o desenvolvimento do nome para Orange, foi centro da dinastia dos Carolíngios (linhagem do famoso Carlos Magno) e no século XVI, em meio ao jogo de alianças entre às famílias reais da europa, os holandeses chegaram ao poder do Condado de Orange. A partir daí passou a integrar a denominação da família real holandesa, agora conhecida como de Orange-Nassau. Mesmo com a posterior perda da região para os franceses, o nome da família é mantido até os dias de hoje e a cor laranja (tradução de orange) é a cor da realeza holandesa e é por exemplo a que representa a seleção do país (a Laranja Mecânica).

Antes de deixar Orange e nos despedir de nossos amigos, fomos a uma loja de materiais esportivos, comprar alguns artigos de viagem. Eu comprei uma mochila tamanho médio da Quechua.

O caminho com Christophe também se ia dividir logo. Ele tinha planos de visitar uns amigos em uma cidade no sul da França e nós seguiríamos para Montpellier, de onde tomaríamos algum transporte para Barcelona. Christophe nos deixaria antes em Montpellier e então seguiria seu caminho. Porém, quando chegamos à cidade, ele teve notícias de que seus amigos estavam um pouco ocupados e então decidiu seguir conosco. Assim seguimos em mais uma companhia inesperada!

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