Le Louvre, en fin!

Chegou o dia de dizer adeus à Cidade Luz. Mas antes fomos ao Louvre finalmente. A entrada custou €11. Começamos pela parte de Egito antigo e depois já emendamos com o mundo mulçumano. Esta parte, a propósito, havia sido inaugurada há poucos meses. À parte as magníficas peças de arte mouriscas com arabescos, mosaicos, cimitarras e outros instrumentos bélicos, havia coisas como um aparelho de som que executava a gravação de poesias muçulmanas. Também havia um painel com o mapa das áreas que foram dominadas pelo Islam, onde diferentes cores iam se alastrando de acordo com a ascenção e queda dos diferentes impérios. E o mais curioso, mas não inesperado, é que havia lá no final da apresentação, uma cor que representava a chegada de Napoleão ao Egito, como se fosse algo tão importante quanto todas as dinastias islâmicas.

Fui ainda pela parte de Renascimento, de Grécia Antiga, Roma. Vi a Gioconda, a famosa Mona Lisa, assediada por uma turba de turistas, a Vitória de Samotrácia, entre outros ícones. O Louvre é um monstro de grande e se leva dias para ver uma parte considerável daquilo tudo. Procurei ir ver ao menos a parte de Mesopotâmia, onde está outro ícone, o pedaço de rocha maciça, onde está gravado o Código de Hamurabi. Ainda tentei ver a parte de América e África, mas me perdi um pouco e logo não dava mais tempo…

Tudo o que vi ali foi pouco em comparação com o conjunto gigantesco de obras que possuem, mas já foi bastante. É tão enorme o acervo, que há mais um tanto de peças guardadas. Com essas peças, eles fazem mais uma grana exportando o Louvre para outras partes do mundo, como Dubai, que com seu petróleo rega uma espécie de filial do Louvre lá pelo deserto.

É impressionante ver toda aquela quantidade de preciosidades reunidas, mas, ao mesmo tempo, não dá pra deixar de pensar que aquilo tudo é, na verdade, parte de um grande saque que os cultos franceses perpetraram mundo afora.

Encontrei com Lia no horário marcado e nos fomos de regresso a casa. No caminho ainda passamos novamente em frente à Ópera de Paris.

Já em casa entramos na internet pra pegar algum carro pra alugar. Havíamos visto preços de passagem de ônibus e trem, mas tuo era muito caro… Saía mais barato e cômodo alugar um carro, pois além tudo íams pra a região da Provença, no sul da França, que é bem rural, de forma que pra se deslocar pelos lugares sem carro seria complicado. Mas buscar um bom alugueltambém não foi fácil, pois os anúncios vem cheios de armadilhas, como limite de quilometragem, taxas que só aparecem quando vai efetuar o pagamento, entre outras minúcias que fazem o preço inicial duplicar. Isso sem contar com a gasolina e o pedágio. Christophe nos ajudou, pois já havia alugado bastantes vezes antes. Ao final, encontramos uma oferta mais barata dentro do geral (saiu por uns €300) e algo inesperado se passou. De repente, Christophe decidiu vir conosco! Foi genial ganhar um companheiro de viagem de última hora e bom também ter mais alguém para compartilhar os custos.

A questão da hospedagem resolvi pelo Couchsurfing, mas de uma maneira um tanto curiosa. Buscava um couch por Avignon. Mas quando você busca por uma cidade, geralmente aparece também o que há pelas redondezas.. Assim, vi o perfil de um cara que morava numa pequena vila chamada Seguret. A idéia de ficar num pequeno povoado me pareceu bem melhor do que ficar em uma cidade grande. Além do que o cara tinha um perfil maneiro e parecia ser bem gente boa. Mas a surpresa foi quando vi que entre seus amigos estava Manuela, uma menina que conheci no Rio, em passeio que organizei certa vez e reencontrei em outra vez que ela voltou à cidade. E mais, olhando melhor no perfil, me dei conta de ela não era simplesmente sua amiga, mas também irmã! O quadro me pareceu perfeito e imaginei que seria perfeito cair por lá. O nome do irmão de Manuela é Thomas e nos aceitou de boa e entusiasmado. Agora só tive de contactá-lo novamente para perguntar se era possível hospedar Christophe também, o que ao final também conseguimos.

Arrumamos nossas coisas e partimos para pegar o carro e cair na estrada. No caminho, paramos em alguns postos de gasolina e em um deles Christophe encontrou um burrinho de pelúcia que comprou pra fazer comapanhia a Chico Poeira. Foi batizado como Balthazar.

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