13 de Dezembro de 2012 – Paris, on y va!

Esse é o dia em que vamos partir para a Cidade Luz. Mas antes fomos a uma feirinha que tem ali por Muiderpoort. Lá vendem frutas, queijos, eletrônicos, roupas e mais. Comprei um adaptador para tomada e umas frutas secas. Lia comprou um par de luvas e um gorro. Voltamos para casa a ver como chegaríamos ao ponto de partida do ônibus para Paris. Teríamos de pegar duas linhas diferentes de bonde.

Fizemos uma horinha em casa e partimos. Nossos cartões estavam perto de vencer, mas ainda tinha tempo, porém o primeiro bonde pifou no meio do caminho e tivemos de descer pra esperar outro, que demorou pra passar. Tinha falado com o cobrador do primeiro bonde que tínhamos de pegar outro bonde ainda e que por culpa desse incoveniente teríamos de pagar outro. O cara disse que iria fazer algo a respeito, mas nunca fez nada, mesmo que eu reforçasse o fato mais de uma vez. Acho que na verdade, ele devia estar dizendo que não podia fazer nada a respeito… Pois quando pegamos o segundo bonde, o cartão não dava positivo. Eu ainda falei com o cobrador e expliquei o ocorrido, mas ele disse que tinha de pagar. Bem, simplesmente me sentei. Lia pagou por um novo. Mas para nossa surpresa, pegamos na direção contrária… Tivemos que descer e pegar outro.

Dessa vez me conformei e decidi pagar, pois o engano foi culpa exclusivamente nossa. Mas aí veio outra surpresa. Quando fui pagar, deixei a mochilinha que levava na mão num espaço que há entre o banco do cobrador e a porta, para poder pegar o dinheiro no bolso. O cara imediatamente veio com uma de que não poderia deixar nada naquele espaço, pois era algo de segurança ou alguma coisa assim. Retruquei que só precisava de alguns segundos para tirar o dinheiro do bolso e ele insistiu que não poderia… apenas o encarei perplexo. Ele disse que o lugar para deixar coisas seria na parte traseira do carro ali antes de passar por ele. Nem questionei. Deixei minhas coisas lá e junto com elas, eu!  Quando chegou nosso ponto, verifiquei se Lia havia descido e desci por ali mesmo sem pagar. Que malas! Organização é bom (e nós brasileiros precisamos), mas também tem limite! E engraçado que quando eles atrasaram nossa viagem com o bonde pifado, aí não valeu de nada o fato de que o erro era deles. O que me parece é que eles são tão organizados que não há espaço para o bom senso e seguem tudo estritamente à ponte de faca.

O terminal do ônibus, na verdade, é um estacionamento em frente ao Estádio Olímpico. Entramos numa lanchonete de fast food, que era a única coisa por ali e compramos uma água enquanto esperávamos a hora. Ali uma cena pitoresca ocorreu. Na porta da lanchonete, avistei uma garça parada ali mendigando por restos de comida. Que péssimo gosto tinha o pássaro infeliz! Bem que podia ir procurar comida em um lugar mais interessante.

O ônibus que pegamos era de uma empresa nova chamada ID Bus. Era bem confortável e contava até com conexão wi-fi. Chegamos a Paris exatamente à meia-noite. Mas nossa meia-noite em Paris não foi tão charmosa quanto a de Wood Allen…

Estávamos em Paris, mas ainda não tínhamos onde ficar. O que se passou é que tinha feito vários pedidos de couch para Paris, mas não nenhum foi aceito.  Tinha feito contato com Clea e Ulysses. Ela é uma música francesa que conheci no período em que viveu no Rio. Ulysses é um camarada do Rio. Fomos a procura de um telefone público, mas não tínhamos o cartão telefönico e tampouco tínhamos como comprar um àquela hora. Havia também a opção de usar cartão de crédito, mas não aceitavam nenhum de nossos cartões. Fomos a um hotel ali perto a ver se achávamos um telefone público que aceitasse, mas não rolou. O recepcionista indicou um outro hotel próximo onde poderíamos tentar. De fato, havia um telefone público, mas nosso problema continuava o mesmo. Perguntei ao recepcionista se eles vendiam cartão ali e ele disse que sim, mas logo perguntou se chamada que eu queria fazer era local. Respondi que sim e então ele ofereceu telefone da recepção. Liguei pra Clea pra ver se podia dar uma força, pois àquela altura até albergue ia ser ruim de achar. Eles iam receber um amigo um dia depois de nossa chegada, então complicava. Mas de qualquer forma, ela adiantou o nosso lado e aceitou receber a gente enquanto o amigo não chegava, o que significava que poderíamos ficar aquela noite e mais a seguinte. Apesar de que planejávamos ficar mais umas duas noites, aquilo já estava ótimo!

Anotamos o endereço e pegamos um taxi. Logo estávamos lá sãos e salvos, acolhidos por nossos camaradas!

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