12 de Dezembro de 2012 – Entre queijos e putas

 

Fomos ao centro novamente ver completar a exploração. Dessa vez fomos diretamente ao centro de tudo, o Dam. Comprei o bilhete de bonde dessa vez, que custa 7 euros e serve também para o ônibus e tem duração de 24hs, podendo ser utilizado quantas vezes forem necessárias nesse interim. Em frente ao Dam tem umas carruagens nas quais se pode fazer uns passeios pelas redondezas. Em frente, tem tem também o Museu Madame Tussauds, que é um museu de cera. Como era muito caro (€21), passamos essa (coisa que seria muito frequente daqui pra frente) e continuamos a caminhada.

Escolhemos ir ao Museu Anne Frank, que é a casa onde ficou escondida Anne Frank, a menina judia que escreveu um diário, que se tornou um best seller, narrando seu cotidiano em meio à perseguição nazista. Em vez de ir de bonde, prefirimos ir caminhando pra apreciar a cidade. A cidade é toda muito bem organizada e de forma a facilitar o transporte público assim como o cicloviário, mas uma coisa me incomodou: as ruas e calçadas parecem não ter divisão. Grande parte das vezes são feitas do mesmo material e com demarcações bem sutis. Creio que isso se deve ao fato de que eles são tão organizados e respeitadores das regras que não necessitam de muitas indicações, como temos no Brasil e na maioria dos países. Ali eu andava e quando via já estava no meio da rua sem perceber. Para a gente que tá acostumado a fazer as coisas à moda Bangu (na gíria carioca, “de qualquer jeito”), aquilo de bondes, bicicletas, carros e pedestres meio que misturados me atordoava um pouco…

Bem, chegamos ao Museu Anne Frank, mas diante do preço desistimos de entrar. O sol já estava se pondo e pegamos o bonde para a Rembrandtplein, que uma praça onde tem uma estátua de Rembrandt em um pedestal e ao nível do solo, um pequeno exército batavo postado com suas armas e vestimentas típicas, representando sua obra A Ronda Noturna. Na praça, Rembrandt viveu por um par de décadas no século XVII e hoje em dia, é um ponto onde tem uns bares e discotecas. Daí seguimos para o Red Light District. No caminho ainda paramos numa outra queijaria, onde nos enchemos de mais um monte de provas de queijos deliciosos.

Como sugere o nome, o Red Light District trata-se da área das prostitutas, com a diferença de que aqui elas ficam expostas em vitrines para quem passa na calçada. Logicamente tentei registrar aquele cenário com minha câmera, mas elas não se deixam se fotografar e sempre que apontava a lente, elas se escondiam. Ao final consegui tascar alguns registros, pois como há um canal que divide a rua em duas vias, simplesmente as flagrava do outro lado da rua, quando estavam desprevinidas atacando com meu zoom indiscreto. Particularmente, não achei o lugar nada de mais. Talvez pra outras culturas aquelas mulheres em roupas íntimas possa até ser algo instigante, mas para nós, brasileiros, definitivamente não é nada de mais. Pra falar a verdade, as mulheres lá não são também grande coisa a se apreciar. Acho que a coisa que mais me entreteve foi a cena pitoresca da mulherada nas vitrines e mais ainda, como a galera acha isso tão divertido.

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