9 de Dezembro de 2012 – New York

Para o Domingo marquei com Jackie, uma amiga também de NY que hospedei lá em casa em 2011, de ir conhecer a Ponte do Brooklyn e dar um rolé pela Downtown. Nos encontramos no Brooklyn num Starbucks próximo à ponte. Lia não foi conosco, pois preferiu explorar outra parte. Tomamos um chazinho e partimos.  Vimos ainda um pouco do Brooklyn antes de chegar à ponte. A ponte, que foi a primeira ponte suspensa de aço no mundo, é de arquitetura gótica imponente e foi inaugurada em 1883, tendo sido construída por imigrantes  italianos e irlandeses, principalmente. Jackie contou que muitos deles morreram dentro das águas do Rio East. Isso me fez lembrar a ponte Rio-Niterói, onde também morreram muitos imigrantes que a construíram, deixados no fundo da Baía de Guanabara. A diferença é que, no nosso caso isso se passou já na década de 1970…

Da ponte já se pode ver, ao longe, a Estátua da Liberdade mostrando suas axilas para a Big Apple. Logo ao sair da ponte já em Manhattan, passamos por uma igreja, que tem um cemitério bem bonito no seu jardim (visível a quem passa pela calçada por entre as grades), e onde teria sido celebrada a missa de homenagem às vítimas do World Trade Center. Ali perto encontramos uma amiga da Jackie, uma portorriquenha, também do Couchsurfing eque passeava com seu hóspede argentino. Conversamos um pouco e nos despedimos. Logo em seguida, chegamos ao lugar onde estão sendo construídas as novas torres gêmeas do World Trade Center. Uma está praticamente pronta e outra já está pela metade. Seguimos para a Wall Street, a meca e centro nervoso do capitalismo mundial.

Lá vi a famosa estátua do touro em posição de ataque, que representa a agressividade do mercado. Dizem que há também a estátua de um urso que representaria os momentos de conservadorismo da roleta russa capitalista. Bom, não vi nem sinal do urso por lá. Em frente ao touro, havia uma fila de gente esperando a sua vez de tirar uma foto ao lado do ilustre bovino. A fila nem era tão grande, mas nem animei de ficar na espera. Me contentei em tirar uma fotinha só do boizinho, no intervalo entre uma pessoa e outra da fila. Depois passando por trás da estátua, já de saída, percebi que o bicho era dotado de umas grandes bolas. Achei curioso, pois é muito comum omitirem referências sexuais. Ao parar para reparar nesse detalhe, a visão daquele grande traseiro ruminante, me deu um insight. Me ocorreu que por trás de toda aquela figura ameaçadora e imponente, não há nada mais que um traseiro fétido.  Assim, pedi para Jackie tirar uma foto minha embaixo da majestosa buzanfa. Logo alguém  da fila gostou da idéia e resolveu fazer o mesmo. Então veio mais um e mais outro e em pouco tempo, a fila já se havia dividido em duas para assediar a nova atração. Para a galera do turismo vai aí um aprendizado: nunca subestimar um possível atrativo turístico, pois mesmo que digam que dali só sai merda, ainda assim, algo que se aproveite pode sair… e ainda é capaz de fazer sucesso!

O próximo passo foi ir ver a Estátua da Liberdade. O ponto que Jackie escolheu foi o Battery  A estátua é um presente dos franceses, que simboliza a liberdade concretizada com a Declaração de Independência dos EUA e da receptividade aos imigrantes que vinham em busca uma vida melhor em uma nova terra. À época, os Estados Unidos ainda eram uma nação em crescimento e que precisava de gente e os imigrantes eram europeus brancos. Assim, construiu-se a famosa imagem de país das oportunidades aguardando de braços abertos os imigrantes em busca de construir uma vida melhor em terras distantes, imagem essa contrastante com a que predominou posteriormente com o controle acirrado nas políticas de migração diante das levas de imigrantes oriundos do chamado Terceiro Mundo.

Não chegamos a ir à estátua em si, pois só a admiramos de longe na Battery Park, que é por onde chegavam, antigamente, os imigrantes europeus. Creio que atualmente ainda não fizeram um monumento aos novos imigrantes (pelo menos até onde eu saiba), pois lá fronteira sul, que é uma das novas portas de entrada mais famosas, em meio ao deserto que proteje a “Terra dos Livres” da invasão terceiromundista, já existem demasiados monumentos personificados nos cadáveres e esqueletos dos que se aventuraram em busca do Sonho Americano, agora espalhados inertes pela terra árida.

De lá fomos jantar e Jackie sugeriu um restaurante indiano do qual ela gosta muito, chamado Saravanaas. Tomamos o metrô e fomos para a Lexington Avenue com 26th street. Comi um prato que é composto de vários curries em potinhos, que comemos com pão. Tava delicioso e encheu legal, mas o preço não foi dos melhores: $14. Só quando saímos, percebi que havia caído um pé d`’agua enquanto estávamos lá dentro. Nos despedimos e voltei para casa.Image

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3 pensamentos sobre “9 de Dezembro de 2012 – New York

  1. Há uma lenda que diz dar sorte passar a mão nos testículos do touro. O traseiro desse touro é famoso. 🙂

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