5 de Dezembro de 2012

Eu e Lia fomos ao Aeroporto Santos Dumont, onde pegamos o ônibus Real ao Galeão. O vôo era às 19h, então tínhamos que chegar umas 17h. Primeiro iríamos para São Paulo, donde, aí sim, zarparíamos para os EUA. E aí surgiu um problema… Procurávamos pelo número do vôo e não achávamos no monitor do saguão de embarque. No balcão da companhia, a Delta, não havia ninguém. Então olhando melhor o papel impresso que tínhamos em mãos com as informações de vôo percebemos que havia uma pequena nota no rodapé da folha que explicava que essa conexão seria feita pela Gol. Então fomos à Gol, mas ninguém conseguia informar. Estávamos com o número do vôo da Delta, que se referia ao trajeto São Paulo-New York e não conseguíamos encontrar outro número. Finalmente, me acalmei um pouco e consegui visualizar o número lá bem pequenino… Nossa sorte foi que, apesar da perda de tempo, se tratava de um vôo doméstico, o que não requeria tanta antecedência.

Como saí de casa meio que às pressas, não fiz o contato com Nicky, meu host (anfitrião) em NY e deixei para fazê-lo no aeroporto com meu notebook, mas com essa confusão, tive de adiar para fazê-lo em Sampa. Na verdade, não se tratava apenas de avisá-lo de nossa chegada, até porque ele já sabia disso e queria apenas relembrá-lo caso houvesse esquecido, afinal o CS de NY tem um fluxo muito grande de viajantes e Nicky parece ser um dos couchsurfers mais ativos por lá em termos de hospedagem. Também tinha de pegar o endereço… sim, apesar de feito um catatau de procedimentos e preparativos para a viagem, a coisa mais simples não havia feito, que era anotar o endereço donde ficaria. E o problema não era tanto por uma questão de nos orientarmos em NY, pois isso poderíamos fazer nos conectando no aeroporto de lá, o JFK. O mais importante era ter o endereço para informar na imigração. Até porque o endereço informado no visto tinha mudado, pois como o plano inicial era ir apenas à Costa Oeste, tinha dado o endereço de uma amiga da Califórnia.

Bem, descemos em Guarulhos e até fazer todo o processo de pegar as malas e depois o check-in, ficamos em cima da hora e não tivemos tempo de nos conectarmos à internet. Tome cuidado com esse tipo de vôo com conexão, pois chega mesmo a acontecer de gente perder o võo por conta de complicações das companhias aéreas. Então, já que não havia mais o que fazer, aqui fomos nós pros States!

Já no avião, se podia sentir a diferença de um país para o outro. O atendimento dos comissários de bordo da Delta era impecável. Eram extremamente educados e solícitos. Inclusive, quando me dei conta de que havia a possibilidade de pedir a opção vegetariana para a refeição a bordo. Ao perguntar a um deles a respeito, o comissário me informou que para ter a opção vegetariana, é preciso fazer o pedido com antecedência. De qualquer forma, ele disse que iria ver o que podia fazer e logo voltou dizendo que poderia ter o prato de um passageiro que deu no show. E acreditem vocês, ter conseguido uma refeição vegetariana foi bem diferente do que seria no Brasil. Ao invés de alguma gororoba insossa com uma salada minguada, recebi um macarrão com um molho delicioso, uma ótima salada, salada de frutas e outros acompanhamentos. Lia inclusive ficou com inveja do meu rango…

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11 pensamentos sobre “5 de Dezembro de 2012

    • pois é… este sou eu! sem endereço! tudo bem que tinha no e-mail, mas encarar a imigração dos USA assim é algo realmente esdrúxulo. felizmente as boas energias me protejeram!

  1. Vida de vegetariano não é sopa, mesmo. Mas podemos evitar estes problemitas preparando a própria comida. Experimentando mais na cozinha/laboratório de sabores. Trocar receitas entre culturas diferentes e amig@s é bem mais divertido que ir num restaurante 50 estrelas! Geralmente procuro planejar minha alimentação antes de pegar a estrada, se tenho tempo. Tento também estar sempre com alguma fruta na mochila, água e chocolate. Se a viagem for longa, preparo algo simples que eu goste antes e levo mesmo. A opção vegetariana de alimentação tem feito com que eu ande mais pelas cidades buscando ingredientes, e trocando mais informações com os moradores. Uma delícia Dário!

    • É verdade! Também não sou muito de restaurantes. Se não for algo muito especial, prefiro 1000 vezes fazer minha comida. Se não for pra cozinhar, ao menos, levar umas frutas secas, castanhas e outras coisas que também sejam práticas, que sustentem e baratas. Na Europa, restaurante nem pensar, mas já no Marrocos, é viável. Em cada lugar, darei uma idéia de como é o problema da alimentação.

  2. Viajei com a Lufthansa já 2 vezes e eles tb tem comida vegetariana maravilhosa, para além de ainda terem mais infinitas opções como refeição sem lactose, comida kosher, etc,,, 🙂

  3. ?? quais culturas similares??
    tem cultura igual a outra mais naaooo Dário… todo mundo ta se transformando numa ilha.
    o lugar onde uma pessoa foi ´parida´ para mim nao ta significando pouca coisa.
    E ligar/justificar as estrategias de lucro de empresas de transporte com a cultura de uma regiao de proporcoes continentais me parece absurdamente cega.
    estamos comentando sobre opcoes de boa comida vegetariana durante um voo longo. como se nos fossemos apenas consumidores de produtos e nada mais que isso. enquanto “o bicho ta pegando” em um montao de áreas indispensáveis a vida e a liberdade de expressao de vaaarios tipos. especialmente digital, que parece o mais poderoso para chegar as “novas-ilhas-culturais” e assim a mais “produtos de consumir produtos”. ai, to muito cansada… xau

    • Gerusa, entendo que você esteja preocupada com as mãos e contra-mãos da chamada “globalização”, mas você assumiu uma posição um pouco descuidada.

      “?? quais culturas similares??

      tem cultura igual a outra mais naaooo Dário… todo mundo ta se transformando numa ilha.”

      quem disse existe cultura igual à outra? nunca existiu e nem nunca existirá… E ainda bem, pois que graça teria, por exemplo, eu inventar de fazer uma viagem dessa se o mundo já fosse realmente essa tal “ilha”? Mesmo que a Pangéia não tivesse se fraturado em nossos continentes atuais, o ser humano daria um jeito de aprontar das suas e pentelhar o vizinho com alguma dose de choque cultural. O mundo pode estar sendo pasteurizado com o capitalismo e seus padrões, mas não há como negar as diferenças e particularidades de cada comunidade. Às vezes um conjunto de comunidades (interligadas territorialmente ou não) estabelece em grau maior ou menor de espontaneidade um conjunto de afinidades. Reconhecer isso não implica encaixotar culturas distintas (cuja “unidade de medida” pode ser até um bairro ou pequeno vilarejo) ou ignorar particularidades.

      Por exemplo, no Brasil, temos um conjunto de caraceterísticas que mais ou menos nos caracteriza e nos diferencia de outras culturas pelo mundo afora. Claro que uma região deste país pode ser muito diferente da outra (e às vezes até estabelecer similarides até com regiões estrangeiras). Mas de uma forma geral, existem traços de comportamento que se estabelecem entre as diferentes partes do conjunto. Se é um processo sadio ou não, isso não discuto agora, mas apenas constato e trabalho com o fato. Se você vê um carioca e põe ao lado de um paulista, logo vc vê um monte de diferença. Mas aí põe um californiano e um novaiorquino ao lado dos dois e vc já consegue ver que aqueles tem um monte de coisas em comum que os distingue em muito dos outros.

      O capitalismo pode até querer padronizar o mundo, mas até a forma como cada povo se insere nesse processo (por conta dos fatores econômicos, políticos, etc), vai delinear diferentes perfis. Arrisco a comparar não só os traços de comportamento social que unem um carioca a um pauista e os distinguem de um californiano e um novaiorquino, como também em termos de cultura de negócios. O capitalismo lá se gestou de uma maneira bem diferente da nossa. E isso também vou discutir aqui. Não vou só falar só sobre a música que uns carinhas fazem ali, as montanhas dum povoado acolá, ou os hábitos que uns fulanos do país tal têm à mesa. Falo de tudo que possa produzir algum choque cultural num viajante. Sendo assim falo de negócios, sim. Até porque esse tipo de coisa todo mundo quer saber quando vai viajar, pois se trata da nossa grana em jogo também. Pode parecer fútil falar de como se é tratado por uma companhia tal, mas como sou eu (ou qualquer um), como viajante, que sente na pele acho legal compartilhar.

      Como vegetariano, tô cansado do tratamento que, no Brasil, se dispensa ao vegetarianismo. Eu sou cancrado e não me afeto muito com isso, mas às vezes dá raiva da maneira idiota como tratam os vegetarianos. Apesar de haver alguns vegetarianos que gostam de fazer disso modinha, não justifica que as pessoas tratem como se fosse algo do outro mundo. É coisa de cabeça de minhoca… Mas vindo do preconceito de um zé mané qualquer na rua, não é surpreendente. O pior é quando até empresas deixam de lado o profissionalismo para deixar o preconceito e a burrice tomar conta. Se os ianques sabem tratar bem um vegetariano quando faz negócios com eles (e inclusive em qualquer situação do quotidiano), dou parabéns. O tratamento em qualquer loja por aqui é bem diferente do Rio, por exemplo. E com relação a tudo. Presteza no atendimento, cordialidade, preparo técnico. Dê a César oque é de César. É assim que qualquer pessoa age até quando vai a qualquer birosca na esquina, então não tem por que criar caso. Se me tratam bem, dou boas referências, se tratam mal, desço a lenha. Simples assim.

      Assim como relatos sobre aspectos sociais e políticos (que talvez te interessem mais) poderão (e vão) surgir no caminho, aqui vai ter espaço também pra coisas que pareçam (ou sejam) besteira! Esquenta não…

  4. Tá. Mas olha só, o aspecto que mais me interessa em seu blog, é o “prático na visao de um carioca”. O social e político consulto em outras fontes. Tudo tranquilo, nao esquenta nao. 🙂

    • hehehehe agora fiquei aliviado, Gerusa!
      Depois da sua última mensagem comecei a suspeitar que vc tinha interpretado meu blog como um correspondente com análises sobre a política internacional ou algo do tipo…
      assim sendo, continue disfrutando das minhas estorinhas e causos! :]

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